Odisseia de uma Portuguesa: voluntariado em terras de Ulisses

A Caroline Teixeira Gouveia participou no projeto do SVE “Citizen CAN” de 31 de outubro a 1 de dezembro de 2018, em Kalamata, Grécia.

Esta é a partilha da sua experiência!

No último dia de Outubro, sobrevoava a Grécia pela primeira vez. Num mês, algures entre tragédias e comédias, vivi uma aventura fascinante em terras de Ulisses. Uma vez mais, embarquei rumo ao desconhecido, entregue às surpresas do mundo, com um destino e um propósito em mente. Parti de Portugal com o intuito de ajudar o próximo. Por isso, decidi participar num projeto de voluntariado além-mar. O meu SVE de apenas um mês tornou-se um compromisso para a Vida. Parti, de igual modo, à descoberta da Terra, à procura de respostas às mil dúvidas, em busca do eu que, certamente, anda à deriva, às voltas pelo mundo. O projeto CAN Citizen Network of Citizenship não só foi uma ótima oportunidade para ajudar no tratamento de crianças e de adultos com deficiências como também me possibilitou dar a conhecer a língua, a cultura e os costumes portugueses, assim como estender o meu contributo enquanto cidadã global a uma comunidade que, em pouco tempo, se tornou também parte de mim. As pessoas maravilhosas e os locais magníficos que conheci, as atividades diversas em que participei e os momentos fantásticos que vivi preenchem-me. Em Kalamata, a população local sempre me fizera sentir o calor do lar. O carinho do povo grego traduzia-se em simples gestos do dia a dia que aqueciam, de forma especial, o coração. Uma cadeira à mesa, uns sorrisos de oferta, um aceno, um biscoito e um pouco mais de azeite no prato: coisas de grego que o viajante agradece (e não esquece). Esparta, Olímpia, Methoni e Atenas são apenas alguns dos locais que nós, voluntários, explorámos. Em grupo, pessoas de idades, de culturas e de países diversos, viajavam pela Grécia, unidas em torno de um objetivo comum, conhecendo o país, conhecendo-se uns aos outros. A melhor recordação é, sem dúvida, o leque de amizades que levo comigo pela Vida. Assim, confirmo que são mais fortes as semelhanças do que as diferenças entre nós, que não somos meros seres do mundo sem voz, que não há deficiência tão grave quanto o preconceito, que todos temos necessidades especiais, que a educação não se limita ao ensino formal, que as fronteiras são apenas linhas imaginárias, e, acima de tudo, que o Amor e o espírito de solidariedade são valores universais. No primeiro dia de Dezembro, sobrevoava Portugal, em dia de independência, feliz, com a sensação de missão cumprida. Obrigada, Associação Mais Cidadania e K.A.NE. Social Youth Development, por me proporcionarem esta experiência inesquecível: Efharistó!

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