João, Portugal -> Itália, LDV

O João é de Portugal e realizou um LDV em Itália. Esta é a partilha da sua experiência!

Depois de um intercâmbio juvenil (Kajaani, Finlândia 2008), dez meses de Serviço Europeu de Voluntariado (Asti, Itália 2009/2010), uma Iniciativa Jovem (Lisboa, Portugal 2011), um workshop Grundtvig (Graz, Áustria 2011) chegou, finalmente, o momento do estágio Leonardo Da Vinci.

Mio-Leonardo-636x464Regressar de novo a Itália e à região de Piemonte, infelizmente só por três meses, mas mesmo assim apostei em aproveitá-los a 100% graças a uma vontade de mostrar o meu valor através da filosofia prática do “learn by doing” e, assim, está justificado este percurso europeu descrito anteriormente.

Deste modo fiz de tudo para demonstrar a minha vontade de ajudar: através da partilha das minhas ideias, de “auto-convidar-me” em participar em outros programas de rádio, para falar de assuntos que conhecia bem devido à minha formação académica; de escrever artigos mais “sérios”, como aquele sobre a jornalista Ilaria Alpi; dar asas à minha criatividade com um vídeo, ou melhor, um “mockumentary” sobre uma caravana.

Assim, o ponto máximo deste estágio foi também o mais atarefado para mim. Foram aqueles dias no início do mês de Março: uma semana cheia de atividades com a análise prévia às eleições europeias, participar em direito no “Ursula”, para falar sobre a consciência europeia dos portugueses; ajudar na pesquisa de conteúdos informativos; dar assistência na entrevista ao convidado português, o eurodeputado Rui Tavares; levantar-me às 7:00 da manhã para ver como se faz uma análise de imprensa na Rádio Beckwith, etc.

Tive a oportunidade de trabalhar de novo atrás dos microfones de uma rádio, desta vez de forma mais profissional do que aquela na Rádio Dietro em Asti. Na Rádio Beckwith fiz um programa de rádio cultural, partilhando histórias do “meu” Portugal, aprendendo coisas novas sobre esta, que posso dizer, é a minha segunda casa, isto é, a Itália.

Um programa de rádio onde fizemos uma viagem com o objetivo de falar, tal como se dizia no jingle, “histórias contadas de liberdades conquistadas”. Graças a uma pesquisa jornalística que trouxe a estas frequências histórias, que talvez fossem um pouco desconhecidas, reagrupadas em 20 episódios/lutas.

“Torre Pellice não é assim um local magnífico… e claro que não há assim tantas coisas para fazer” disse eu quando me fizeram uma entrevista na Rádio Beckwith nos primeiros dias. Permaneço com a mesma opinião, aquela que me levou a escrever o artigo “Torre Pellice vista por um português”.

Ao fim posso dizer que fiquei bem, que me integrei bem no modus vivendi do vale Pellice. Devo agradecer às pessoas que trabalharam connosco na redação da rádio por terem convidado para vários eventos: concertos, aperitivos, jantares, idas a bares, visitas culturais, etc.

Tudo isto ajudou na minha integração e adaptação a este local. Deste modo, conheci grupos musicais italianos, conquistei (ou quase) a montanha Castelluzzo e a Sea, que não são tão altas como os Alpes, mas que me ofereceram panorâmicas belíssimas e únicas.

Percorri a pé o vale Pellice, de Torre a Bobbio, visitei monumentos característicos do ambiente social deste vale, come o Sibaud ou o museu Valdese. Compreendi histórias e tradições desconhecidas para mim, como o “Faló”. Assisti pela primeira vez um evento desportivo de inverno, quando assisti ao jogo de hóquei no gelo da “Valpe”.

Depois destes três meses, regressei a Portugal, com mais uma experiência fora do meu país, não foi a mais longa mas contribuiu para o meu crescimento em termos profissionais e também pessoais.

Parto ainda “mais italiano” se o posso dizer. Se há quatro anos atrás, em Asti, decorei o hino italiano, ou toda a canção “Bella Ciao”, o a frase “Sai contare” do Peppino Impastato no filme “Cento Passi”… desta vez desafiei-me a mim mesmo e vi filmes italianos sem legendas, comecei a ler algo mais sério da literatura italiana.

Apesar de algumas vezes tenha sentido a falta do verdadeiro significado de “estágio” profissional, penso que foi sempre, pelo menos, mais uma etapa no meu percurso de vida. Posso dizer que o meu contributo para este projeto foi reconhecido pelos outros e que ficará na memória das pessoas que partilharam este período comigo. E, espero eu, que fique na história da Rádio Beckwith, quando nos seus 30 anos recebeu dois estagiários portugueses, digamos assim, “particulares”, ou mesmo, “míticos”.

English version

My Leonardo

After a youth exchange (Kajaani, Finland, 2008), ten months of European Voluntary Service (Asti, Italy, 2009/2010), a Youth Initiative (Lisbonne, Portugal, 2011), a Grundtvig workshop (Graz, Austria, 2011) arrived, finally, the moment of Leonardo Da Vinci.

Coming back to Italy again at the Piemonte region, even if only for three months, determined myself to enjoy it at 100% because I really wanted to show my value through the practical philosophy “learn by doing”, and in this way, all my European experiences described before could be justified.

Therefore, I did everything I could to show how motivated I was to help: I shared my ideas; I “auto-invited-me” to participate in other radio programmes; to talk about the issues that I knew how to resolve thanks to my academicals formation; to write articles more “serious”, like the one about the journalist Ilaria Alpi, to give free rein to my creativity with a video, or better, with a “mockumentary” about a caravan.

Then, the best part of this internship was also the busiest one for me. It was at the beginning of March: a full week of activities: a previous analysis of the European elections, go directly to “Ursula”, talk about the European conscious of the Portuguese, help in the research of informative content, interviewing the Portuguese euro-MP Rui Tavares, get up at 7:00 a.m. to see how to make a press analysis in the Radio Beckwith, etc.

I got a new opportunity to work behind the microphones of a radio, but this time it was more professional than in the Dietro Radio, in Asti. In the Beckwith Radio I did a cultural radio programme, sharing histories of “my very personal” Portugal, and learning new things about what I can call now my second house: Italy.

A radio programme in which we did a trip in order to tell, as the jingle said: “telling stories of acquired freedoms”. Thanks to a journalistic research about these histories frequencies, that are almost unknown, brought together in 20 episodes/fights.

“Torre Pellice is not very beautiful… and for sure there is not too much to do” said I during an interview in the Beckwith Radio when I arrived. My opinion did not change, and this is why I wrote the article “Torre Pellice seen by a Portuguese”.

Finally, I think that I adapt quite well to the way of life of the Pellice valley. I have to thanks the people who I work with in the radio redaction for having invited me to many events like concerts, aperitifs, diners, going out to bars, cultural visits, etc.

All of that helped me to integrate and adapt myself in this new place. In this way, I met Italian musician groups, I conquered (or almost) the Castelluzzo and the Sea mountains, that are not as big as the Alpes, but they offer amazing and unique views.

I went by foot all over the Pellice valley, from Torre to Bobbio, I visited characteristic monuments of the social life of this valley, like Sibaud or the Valdese museum. I understood stories and unknown traditions for me, like the “Faló”. I saw, for the first time in my life, a winter sportive event like the hockey match in the “Valpe” skating ring.

After these three months, I returned to Portugal with a new experience abroad in my bag, it was not the longest one but it contributed towards my raising as much in a professional way as in a personal one.

I can say that I left there feeling “even more Italian”. Even if four years ago, in Asti, I discover the Italian hymn, or the entire song “Bella Ciao”, or the expression “Sai contare” from Peppino Impastato movie “Cento Passi”… this time I challenged myself and I watched Italian movies without subtitles, and I started to read more serious Italian literature.

Even though sometimes I fell like there is a lack of truthiness in the signification of “professional internship”, I always think that, at least, it is one step more in my life experience. I can say that the others recognized my contribution in this project, and that I will stay forever in the memory of the ones who I shared this moment with. Finally, I hope to remain as a nice memory in this history of thirty-year-old Beckwith Radio that hosted two very “specials”, or even “mythic” Portuguese trainees.

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